Restaurante típico - Fado - Folclore
   

 

CANÇÃO DO MAR

Fui bailar no meu batel
Além do mar cruel
E o mar bramindo
Diz que eu fui roubar
A luz sem par
Do teu olhar tão lindo

Vem saber se o mar terá razão
Vem cá ver bailar meu coração

Se eu bailar no meu batel
Não vou ao mar cruel
E nem lhe digo aonde eu fui cantar
Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo

     

Na vasta escolha que tem no Bairro Alto, decida-se por entrar na Adega Mesquita, a mais antiga Casa de Fados de Lisboa que todas as noites lhe oferece belos momentos de fado,
a cargo dos fadistas :
Flora Silva, Maria de Fátima,
Maria Inês
acompanhados à viola por Pedro Morato
e à guitarra por Sandro Costa

 
 


O folclore está também presente nesta Casa que se preza em lhe oferecer um espectáculo variado, em que os momentos românticos de fado são entrecortados por rápidos acordes de folclore
que nos trazem memórias vivas das diversas regiões de Portugal.

A origem do fado

Uma das teorias sobre as origens do fado é que ele foi trazido pelos marinheiros, que o implantaram em Alfama como dança de bordel, grossa e obscena, sobretudo cantado à desgarrada. O fado do marinheiro que se cantava à proa das embarcações, misturado com as cantigas de levantar ferro e com as canções dos degredados, terá servido de modelo aos primeiros fados que se tocaram e cantaram em terra. Com uma aceitação crescente, o fado desempenhou depois um papel de aproximação do povo à aristocracia. Em meados do século XIX, o marialva Conde de Vimioso procurava a Severa, a mais famosa fadista de sempre, pelas ruas de Alfama. A partir de 1870, o fado sobe aos salãos da nobreza boémia, tendo o próprio rei D. Carlos aprendido a tocar guitarra com o exímio guitarrista e autor João Maria dos Anjos.
Mas o Fado tem igualmente uma origem romântica. Os amores impossíveis, a fatalidade, a melancolia e a aceitação do destino pré-traçado são temas comuns das canções, que encontraram correspondência na sentimentalidade nacional.
Outra corrente defende que o fado já seria tocado no Brasil, sendo introduzido em Portugal quando a corte de D. João VI regressou a Lisboa. Só que, por essa ordem de ideias, a Severa nunca teria ouvido um fado…

 

   
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